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Metalúrgicos alemães criticam GM

IG Metall critica posição da GM ao desistir da venda da subsidiária Opel. "Acordo dos trabalhadores sobre concessões, fica sem efeito", afirmou o presidente do sindicato metalúrgico alemão Berthold Huber

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Rebanadas de Realidad - CNM-CUT, Metal Diário, São Paulo, 05/11/09.- O IG Metall criticou a decisão tomada pelo Conselho administrtativo da GM, ao decidir não vender a Opel (leia abaixo) e suas filiais europeias à empresa automotiva Magna, como estava previsto.

Berthold Huber

Leia também: Opel convoca greves na Europa contra a decisão da GM

"Trata-se de um comportamento inacreditável, sujeitar 50 mil trabalhadores na Europa a uma extenuante situação de impasse, durante vários meses, e no final tomar uma atitude de reviravolta incompreensível", afirmou o Presidente do IG Metall, Berthold Huber.

Com esta decisão da GM ficam sem efeito todos os compromissos assumidos no Acordo dos trabalhadores face à Magna. Mantém-se porém o atual plano de futuro para a Opel, que prevê entre outras coisas uma garantia de emprego até 2010. "Foram os erros de gerência da GM que durante anos puseram a Opel nesta má situação. Por isso se torna incompreensível que a GM possa elaborar agora uma solução aceitável", criticou Huber.

Para o IG Metall e para os trabalhadores da Opel é agora absolutamente prioritário impedir as demissões por motivos da empresa e a garantia dos locais de produção, afimou Huber.

Desistência da GM

Empresa argumenta que houve melhora no ambiente de negócios e desfaz acordo com a canadense Magna

O conselho de diretores da General Motors decidiu mudar a decisão da montadora de vender o controle de suas unidades Opel e Vauxhall para o consórcio formado pela fabricante de autopeças canadense Magna International e pelo banco russo Sberbank. A empresa justificou a decisão com o argumento de que houve uma "melhora no ambiente de negócios". Além disso, citou a importância estratégica das duas marcas nos planos da companhia, que começa a se recuperar depois de entrar em concordata no meio do ano.

O conselho, que conta com 13 diretores, se reuniu em Detroit ontem, e a venda da Opel estava no topo da agenda de discussões. "A GM vai em breve apresentar seu plano de reestruturação para a Alemanha e outros governos e espera pela sua consideração favorável", disse o executivo-chefe da GM, Frederick "Fritz" Henderson, em nota divulgada à imprensa. "Entendemos a complexidade e extensão que esta questão tem drenado de todos os envolvidos. Contudo, desde o início, nossa meta tem sido assegurar a melhor solução para nossos clientes, funcionários, fornecedores e concessionários, que está refletida na decisão."

Até recentemente, Henderson defendia um acordo para venda de 55% da Opel à Magna. Sob os termos desse acordo, o governo da Alemanha liberaria 4,5 bilhões em financiamento com objetivo de fechar a venda para a Magna e iniciaria uma reestruturação. A Magna se comprometeu a investir US$ 500 milhões. Os representantes da Magna não foram localizados para comentar a reviravolta no negócio.

A General Motors acredita que os custos de fazer uma reestruturação da Opel por conta própria fiquem em torno de 3 bilhões. A subsidiária europeia da GM foi disputada, além da Magna, pelo grupo belga RHJ International e pela chinesa Beijing Automotive Industry Holding Co. (IG Metall - tradução de Manuel Campos e O Estado de S.Paulo)

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