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BRASIL

A transformação é fruto da mobilização e da organização

O mês de maio traz em seu bojo datas importantes a serem lembradas.
Por Serafim Gianocaro (*)

Rebanadas de Realidad - São Paulo-Sindicato dos Securitários SP, 05/07/06.- Após ser palco de decepção e exemplo de ineficácia na condenação dos parlamentares envolvidos no esquema do mensalão, a Câmara dos Deputados voltou à cena após ter sido invadida, de maneira violenta, por manifestantes ligados ao grupo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), no último dia 06 de junho. Num local onde o delito não é punido, as leis não são observadas e os representantes do povo se envolvem em relações íntimas e promíscuas com a corrupção, todo órgão público torna-se difícil de ser governado.

Como cidadão e líder sindical, classifico como inaceitável a conduta das pessoas que caminham pela via da desordem rumo às conquistas de seus objetivos. Acredito que apedrejar e destruir o patrimônio público não é a melhor maneira de reivindicar o acesso a terra, salários justos, melhores condições de vida e de trabalho.

A mobilização deve andar de mãos dadas com a organização. O único embate aceitável é no campo das idéias, na exaustão do diálogo e na negociação política que privilegie toda classe trabalhadora. As transformações necessárias ao país se darão a partir da mobilização e organização da sociedade em torno de um objetivo comum.

De acordo com a Diretoria-Geral da Câmara, os prejuízos aos cofres públicos provocados pela invasão somaram R$ 150 mil. Tais fatos agravam o exercício da democracia, desmoralizam o país e minam a expectativa da população que, há muito, encontra-se abalada pela onda de corrupção aliada à impunidade vigente no país.

Não sugiro aqui que adotemos uma passividade acrítica ou um conformismo face à situação caótica da política nacional. Aposto na mobilização organizada da classe trabalhadora, na igualdade social como filha da justiça. Defendo o direito a reivindicação dos movimentos sociais como ONG’s, sindicatos, associações e afins, desde que, dotados de uma postura propositiva, priorizem o aprimoramento do debate político e a defesa da classe trabalhadora.

(*)Presidente do Sindicato dos Securitários do Estado de São Paulo.
Gentileza de Léia Hirosse, Departamento de Comunicação Sindicato dos Securitários SP / Web
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