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SINDICATO DOS SECURITÁRIOS DO ESTADO DE SÃN PAULO - BRASIL

Reforma pela ética na política

Por Serafim Gianocaro (*)

Rebanadas de Realidad - Sindicato dos Securitários, São Paulo, 05/09/05.- A crise política que se abateu sobre o governo nos leva a pensar em propostas capazes de dificultar, ou até mesmo banir, as práticas de corrupção existentes no cenário político do país.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal já aprovou, no dia 18 de agosto, o projeto de lei que pretende reduzir os custos de campanha, ampliar a transparência e a ética, para criar parâmetros para fiscalização da justiça eleitoral. Dentre as propostas apresentadas, consta a redução em um terço do tempo das campanhas, que passam a durar 60 dias em vez de 90. O horário eleitoral no rádio e na TV passa de 45 para 35 dias. Fica proibida a apresentação de artistas nos comícios. As pesquisas de intenções de voto podem ser divulgadas até 15 dias antes das eleições. Para valerem nas próximas eleições, as modificações deverão ser aprovadas e sancionadas pelo presidente da República até 30 de setembro. A diretoria deste sindicato entende que o resgate da dignidade política se dá com a participação efetiva da população. Acreditamos também que, para extirpar a corrupção que há muito se instalou no âmbito político nacional, é necessária a aprovação de uma reforma política a serviço do bem comum e que enfrente com clareza e severidade os políticos de condutas inaceitáveis.

A fidelidade partidária pode apresentar-se como uma alternativa de consolidação dos regimes democráticos e das instituições partidárias. Não podemos admitir essa constante troca de legendas, que revela a falta de compromisso do representante político com seu partido e seu programa de governo.

Medidas como a quebra do sigilo bancário de toda pessoa detentora de mandato público, voto aberto nas sessões do Congresso Nacional e a prestação de contas para aqueles que o elegem e pagam seus salários, poderiam constituir-se em mecanismos de varredura e limpeza da nossa política, gerando transparência e parâmetros éticos no exercício da vida pública.

O voto distrital delimita o colégio eleitoral representado pelo político, permitindo ao eleitor fiscalizar e até mesmo destituir o representante, caso seja necessário. Com o sistema proporcional vigente, isso não é possível.

Neste momento de turbulência da nossa política, conclamamos a nossa classe organizada e toda a sociedade a se mobilizarem para cobrar de seus representantes empenho e trabalho, para promover as verdadeiras mudanças que o país e o povo necessitam.

(*) Presidente do Sindicato dos Securitários do Estado de São Paulo.
Gentileza de Léia Hirosse, Jornalista responsable do Departamento de Comunicação Sindicato dos Securitários SP / Web - Correo
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