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SINDICATO DOS SECURITÁRIOS DO ESTADO DE SÃN PAULO - BRASIL

Uma nova realidade sindical brasileira

Por Serafim Gianocaro (*)

Rebanadas de Realidad - Sindicato dos Securitários, São Paulo, 31/07/07.- Nos dias 19, 20 e 21 de julho aconteceu o Congresso de Fundação da União Geral dos Trabalhadores (UGT). O evento contou a participação de cerca de 3 mil sindicalistas de todo o Brasil, América Latina e Europa. Devido ao acidente aéreo ocorrido no dia 17 de julho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cancelou sua agenda de compromissos daquela semana e foi representado pelo Ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, e pelo Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. O Governador do Estado de SP, José Serra e o Prefeito da cidade de SP, Gilberto Kassab, participaram do evento.

A Diretoria do Sindicato dos Securitários do Estado de São Paulo acompanhou todo o processo de discussão e lançamento da UGT e esteve presente durante os três dias do congresso, dando seu apoio à esta nova realidade sindical brasileira. Neste editorial, iremos esclarecer à categoria securitária algumas das diversas razões pelas quais acreditamos em uma nova proposta sindical.

Basicamente é assim: A União Geral dos Trabalhadores nasceu da fusão entre três centrais sindicais: Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) e Social Democracia Sindical (SDS), tendo como viés político e teórico o objetivo de romper as divisões políticas, que é uma tradição sindical no Brasil. Um exemplo positivo de integração de organizações sindicais aconteceu em Viena (Áustria), no ano passado. A Confederação Sindical Internacional (CSI) é fruto da fusão entre duas antigas centrais mundiais: a Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres (CIOSL) e a Confederação Mundial do Trabalho (CMT). Na mesma linha de pensamento da UGT, a CSI se propôs a orientar a globalização numa direção mais favorável aos trabalhadores.

É importante ressaltar que um dos principais pontos que a UGT ambiciona é avançar na adoção de políticas solidárias para aqueles que se encontram excluídos do movimento sindical, ou seja, os desempregados, trabalhadores informais e brasileiros que estão à margem do processo produtivo. Hoje, o que vemos no movimento sindical brasileiro são centrais que representam somente trabalhadores com carteira assinada, que pertencem a uma categoria profissional determinada, atuando dentro dos marcos e regras nacionais.

Outro tema pertinente que a UGT deverá incorporar em sua trajetória é a melhoria das condições de vida da sociedade, como os impactos da reestruturação produtiva, o desafio da inovação tecnológica, a necessidade da preservação ambiental, e também questões como a reforma da educação e da saúde, o combate à violência e a adoção de programas de moradia, capacitação profissional, cultura e lazer para a população.

Em suma, a meta da UGT é tornar o movimento sindical mais autônomo e independente de governos, partidos e uma sociedade mais justa, social e economicamente. Neste sentido, se deu uma grande mudança no mundo e no Brasil, exigindo a abertura de um novo ciclo histórico para o movimento sindical, que frente a essas mudanças apresenta claros sinais de esgotamento.

Acreditamos que a UGT desempenhará seu papel como ator social em benefício do mundo do trabalho e lutará por melhores salários e condições de trabalho, e também avançará com a democracia no sentido de construir uma nova civilização, humana, ética, justa socialmente e ambientalmente sustentável.

Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, está à frente da presidência da UGT. Este companheiro é um líder sindical democrático e sintonizado com as mudanças que ocorrem no mundo do trabalho. Na secretariageral está o excelente líder sindical Canindé Pegado que vem acompanhado todo o processo de integração das três centrais e dando seu apoio a esta nova página do movimento sindical brasileiro.

A diretoria do sindicato parabeniza todos os líderes sindicais que compõem a direção da UGT e se coloca à disposição da entidade para contribuir para um Brasil muito melhor, no aspecto social e nas questões do trabalho.

(*) Presidente do Sindicato dos Securitários do Estado de São Paulo.
El presente material se publica en Rebanadas por gentileza de Léia Hirosse, Jornalista responsable do Departamento de Comunicação Sindicato dos Securitários SP / Web - Correo
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