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SINDICATO DOS SECURITÁRIOS DO ESTADO DE SÃN PAULO - BRASIL

Os desafios da mulher contemporânea

Rebanadas de Realidad - Sindicato dos Securitários, São Paulo, 15/10/08.- A participação da mulher no mundo do trabalho nunca foi tão intensa. Muita coisa mudou nas últimas décadas. Literalmente, a mulher ‘cresceu e apareceu’. Ela conquistou espaço e direitos, mas junto vieram, a todo vapor, a competitividade e as exigências do mercado de trabalho e da sociedade em geral. A questão de gênero no âmbito profissional é um fator que deve ser necessariamente discutido no sentido de fomentar condições para um mundo mais justo entre mulheres e homens, além de incitar um grande desafio da contemporaneidade: a essência do equilíbrio para a melhor condução da vida profissional e pessoal.

Consciente desta realidade, o 12º Encontro da Mulher Securitária do Estado de São Paulo reuniu centenas de mulheres securitárias e propôs o desafio de tornar visível a importância da eqüidade do gênero para algumas questões ainda não resolvidas.

A mensagem que permeou o encontro foi ‘Fazer a diferença’ de forma positiva na realidade profissional e pessoal. Na concepção da coordenação do encontro – formada por mulheres - “Fazer a diferença não é uma tarefa fácil e, sobretudo, exige determinação. Em contrapartida, qualquer um pode aprender algo para melhorar a qualidade de vida e, principalmente, o mundo que nos rodeia. O senso comum é aplicável em todos os casos - agir com cuidado, mas, a fim de fazer a diferença, sempre lembrando que você, mulher, precisa agir!”.

Na abertura oficial do encontro, Serafim Gianocaro, presidente do Sindicato dos Securitários do Estado de São Paulo, saudou as participantes e falou sobre a importância delas no envolvimento com o mundo do trabalho. Também lembrou, em termos de inferioridade em relação aos homens, das exigências de escolaridade impostas pelo mercado de trabalho, além do peso de uma sociedade que questiona sua dedicação ao trabalho e à família. “A parcela de mulheres no mercado securitário ultrapassa os 50% - o que não nos amedronta, muito pelo contrário, nos anima. Isso ocorre devido à persistência e à determinação – elementos marcantes na identidade feminina. A mulher, além de ir à luta, questiona sua atuação e exige muito de si mesma, ou seja, quer fazer sempre o melhor, fazer a diferença”, concluiu.

Logo após o presidente, as diretoras da entidade, Maria Aparecida dos Santos e Maria Aparecida Reis, juntamente com Luiza Franco - todas integrantes do Departamento da Mulher Securitária, falaram sobre a atuação de grandes heroínas que marcaram a história do Brasil e do mundo em diferentes esferas e que de forma ética, simples e inteligente fizeram a diferença. Ilustraram seus dizeres com vídeos, entre eles, o ‘Dia de Ação e Mobilização Global’ – uma atividade de caráter internacional, idealizada pelo Fórum Social Mundial (World Social Forum), realizada no dia 26 de Janeiro de 2008, na cidade de S.Paulo (imagens disponíveis no site Youtube, endereço: http://www.youtube.com/user/Sindsecuritariosp), incentivando as securitárias para a maior participação nas questões econômicas e sociais do século. No painel ‘Ética, o que é?’, as coordenadoras trouxeram uma visão filosófica e mitológica do assunto e sobre como devemos lidar com a ética diante de uma determinada realidade. O texto apresentado sintetizou bem o tema:“Para que haja uma conduta ética é preciso que exista o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. A consciência moral não só conhece tais diferenças, mas também se reconhece como capaz de julgar o valor dos atos e das condutas e de agir em conformidade com os valores morais sendo, por isso, responsável por suas ações e seus sentimentos e pelas conseqüências do que faz e sente. Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis da vida ética”. Ética é um tema complexo. Porém, em linhas gerais, as expositoras deram uma boa noção sobre o tema, frisando que para ser ético é essencial ser consciente de si e dos outros, ser dotado de vontade, ser responsável e ser livre.

El presente material se publica en Rebanadas por gentileza de Léia Hirosse, Jornalista responsable do Departamento de Comunicação Sindicato dos Securitários SP / Web - Correo